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terça-feira, 20 de março de 2012

Eu queria ...




Eu queria...

Eu queria muitas coisas...

Queria mais doce, mais sabor e mais amor.
Queria mais cor.

Queria menos tempo.
Queria mais tempo.

Queria mais beleza, mais realeza e menos furor.

Queria mais eu e queria muito, muito mais você.

Queria ser mais eu com você e menos você sem mim.

Queria que o tempo voasse e depois, planasse... Como se não tivesse pressa pra pousar, sem pressa de 
esperar, sem pressa de ser.

Queria mais de você.

Queria mais sintonia, mais melodia... Novos sons, novos sabores e novos amores. Um novo amor.

Queria uma tarde sem fim.

Queria mais você.
Queria menos de mim.

Queria mais de nós dois.
E depois deixaria de querer... 

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

É mágico?

E o sentimento era cinza, na realidade ela nascera cinza. Ninguém acreditava na magia de sua existência. Ninguém sabia como ele chegara, ali... Lá.


A ausência de cores persistia em existir. O arco-íris de sua essencialidade desfeito jazia... Como se não houvesse o porquê, nem talvez, muito menos, porém.

Ela se fascinara, o adulto outro nem ligara. A criança enxergava. Ah! Essa sim, ia além.

È quando o pequeno-grande super-menino perguntaé mágico?

Ela hesitando pela resposta... Pensa. Para (na verdade, pergunta-se também.). Acreditá-la-ia no colorir daquele sentimento?

PAUSA...

Ela já havia escutado histórias de além daquele lugar, daquele outro mundo, mas nunca o alcançara. Ela almejava em seu coração pela mágica, mas sua razão não a deixava ver.

De repente, sem saber se pelo vacilar ou por se deixar levar; ela viu... Viu o ponto pintar e o colorir começar. Já não sabia para onde olhar, a onda veio sem deixar desejar. De súbito ela se deixou pintar, desenhar, emaranhar.

E agora... Já não era mais a mesma, agora ela via. Reconhecia a vontade, a intensidade, a emoção, a comoção, a essência, a existência.

Agora ela via... As cores. Sentia seus sabores, aromas, perfumes. O sentimento não era mais cinza, ele agora coloria. Coloria o coração da moça, pintava o dia, o pôr do sol, o azul do céu. Era amarelo, laranja, vermelho. Via o verde, violeta, anil. Agora tudo era furta-cor.

Percebeu, no instante, que na verdade nenhuma cor era inventada, elas sempre existiram ali, ela só se esquecera de enxergar a verdadeira mágica.

E agora de relance o seu olhar paira sobre o super-menino e então ela decide pela resposta - Sim, é mágico.



(sim, o amor é mágico)